Fim primeiro…

Posted in Poesia on 08/11/2010 by Seba

Dou por encerrado este período da minha vida. TEMPOS BREVES DE ESTIAGEM abrange um total de cem poemas escritos entre 2006 e 2008 e publicados neste e em outros breves blogs. TEMPOS BREVES DE ESTIAGEM se concretizará num livro em 2011. Mais dois projetos estão finalizados, mas estes não renascerão por estas bandas. Em breve novo jardim virtual. Entro em contato. OBRIGADO pela companhia. O QUE AQUI JAZ NÃO MAIS VIVE EM MIM. RENASCERÁ POIS ASSIM É A LEI.

Acompanhem www.coletivoterceiramargem.wordpress.com

Grande abraço, Sebastião Do Aragão

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Posted in Poesia on 08/07/2010 by Seba

À K.S.

o vidro não é transparente

não me vejo refletido

não miro o alvo

de perto

é improvável acertá-lo

à distância apenas

tateio na pele

e sua têz é viva

fora do ar

procuro alinhar-me o canal

voltar ao centro

desligá-lo não mais

intervalar as palpitações

à espera do sétimo dia

.

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Posted in Poesia on 08/03/2010 by Seba

podia eu ter feito um

mundo de cataventos

se tivesse nascido

antes de Deus.

que nem mamãe.

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Posted in Poesia on 02/26/2010 by Seba

pois é quando

dormimos assustados

que o mundo resolve

apagar todas as luzes

Impressões sobre a exposição “Pontes do Mundo Todo”, de Fabiana Langaro Loss.

Posted in Poesia on 08/27/2009 by Seba

As Pontes de Loos

(Impressões sobre a exposição “Pontes do Mundo Todo”, de Fabiana Langaro Loos, por Sebastião Paulo do Aragão – poeta e homem livre)

Quando as encontrei, estava a caminho de outro destino. Nas correntes do vermelho cansado, desviei meu curso. Ao contrário de outras abstrações de arte, as pontes de Loos nos convidam à uma natural aproximação, somos convidados a exercitar outra arte – a observação mediativa da obra de arte. Na delicadeza aveludada dos detalhes, nos aparentes infantis traços negros, que brincam de mãos dadas com o branco dissonante de proporções e vibrações perfeitas – vislumbramos o talento de uma grande artista. Nas pontes de Loos, percebemos o equilíbrio entre rio e aço; força e graça e não nos cabe desvendar qualquer possível estrutura secreta, mas contemplar. Nos resta sentir.

Dos quadros de menor dimensão, destaque para a ponte de Rialto, com sua geometria despreocupada e claro domínio técnico no lidar dos tons; a Ponte Capela, com traços mais decididos e cores limítrofes, deixando ao detalhe branco a necessária e precisa timidez e a Innsbruck, que nos faz permanecer atentos, que nos faz querer tocar sua textura – o que é rio? o que é caminho? Todas as obras de menor dimensão tem um equilíbrio entre si, como se estivessem a serviço de uma só estrutura. Os detalhes em branco, repito, tem a proporção exata que o conjunto existe.

As obras de maior dimensão são um caso à parte. Ponte Santa Trinita, Sant´Angelo e Charles Bridge, nos colocam suspensos sobre todo o cenário; ângulo insólito e privilegiado. A inversão total de valores e sentimentos, a mudança de curso – destacando devidamente o preto – e as novas dimensões, finalizam – pois penso que sim, devem ser as úlitmas obras a serem vistas pelo público – com chave de outro, minhas andanças por este universo, até então desconhecido, da arte de Fabiana Langaro Loos. Meu único porém, é o inadequado local da exposição. Portas muito próximas da rua, sons de carros e de toda ordem e a péssima iluminação, estão totalmente fora de qualquer similaridade com a sensibilidade sentida nas obras. Mas, porém, todavia, contudo, As Pontes do Mundo Todo não se deixa abalar por isso.

Não conheço o passado artístico da Fabiana, mas arrisco dizer que durante a construção de suas pontes, ela tenha se deparado com a possibilidade real de alcançar novas margens em sua trajetória. Mais do que a obrigação de amadurecimento natural do artista, me refiro a alguma descoberta decisiva para o futuro incerto. Que seja de universos cada vez mais fantásticos, de pura arte para nosso deleite. Vida longa à Fabiana Langaro Loos.

NOTA DA ARTISTA: A exposição poderá ser visitada até dia 27 de agosto de 2009, na Galeria Municipal de Artes da Fundação Cultural de Itajaí (Rua Lauro Muller, 53), em horário comercial. E em 26 de setembro de 2009, a exposição “pontes do Mundo Todo” será aberta na Colorida Art Gallery em Lisboa, Portugal.

Conheça o trabalho da artista: www.fabianalangaroloos.com.br

PS: ainda estou sem net. Eainda estou com saudades de todos. Até.

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Posted in Poesia on 03/27/2009 by Seba

 

 

 

felizes os enamorados

que não sentem o

passar das horas

 

os infindáveis

passar das horas

 

enquanto o mundo

caminha para o seu fim.

 

pobres felizes são eles

 

que entreolham-se

 

e não sabem a dor

que o olhar tão

próximo esconde

 

felizes eles

 

que não sentem a dor

que é enxergar a

solidão alheia como

se fosse sua própria

desconhecida solidão.

 

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Posted in Prosa on 03/25/2009 by Seba

 

hoje estou cansado. mais do que o normal dos dias e das noites e das madrugadas. hoje estou cansado sim. cansado de também andar por aí recolhendo pérolas que sei não foram feitas para mim. mar revolto. revolto o mar das pérolas que recolho por aí. hoje estou cansado. cansado mais que o normal de todas as noites e madrugadas e tardes. não como antes hoje preciso deitar-me. logo mergulharei novamente e preciso estar forte e com o corpo descansado para procurar pérolas que sei não foram feitas para mim. fiquei pensando qual o perfume das pérolas. fiquei tentando imaginar um cheiro para o perfume das pérolas. e fiquei pensando em como sentir o perfume da pérola sem que ninguém perceba. sem uqe ninguém veja. sem que ninguém imagine que um dia senti o perfume da pérola. a que não foi feita para mim. a que está protegida pelo mar revolto. a que está. hoje estou cansado mais do que nunca. estou cansado e preciso repousar. minha cabeça dói. meu coração bate rápido. e não cansa ele de fazer isso. sempre na contra-mão do que quero.

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